O Brasil se consolidou na última década como uma potência na exportação de carne bovina. Apesar de escoar cerca de 20% da produção nacional de carne, a exportação é de extrema importância para o país, tanto pela geração de receita, quanto pelos empregos originados ao longo de toda a cadeia produtiva.
Dentre as barreiras de caráter sanitário dois pontos merecem destaque como relevantes nas exportações brasileiras de carne bovina: a Febre Aftosa e a Encefalopatia Espongiforme Bovina (BSE ou vaca louca).
O Brasil possui um programa específico para controlar e erradicar a febre aftosa, o Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA), que vem, ano a ano, se aproximando do seu objetivo de erradicar a febre aftosa do território brasileiro.
Com relação à BSE, o Brasil nunca apresentou sequer um caso desta enfermidade. Mesmo assim, esta questão continua impactando a relação do Brasil com muitos mercados importantes.
• Febre Aftosa
"O Brasil, sob a coordenação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e com a participação dos serviços veterinários estaduais e do setor agroprodutivo, segue na luta contra a febre aftosa em busca de um país livre da doença. O PNEFA tem como estratégia principal a implantação progressiva e manutenção de zonas livres da doença, de acordo com as diretrizes estabelecidas pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE)."
A febre aftosa é uma zoonose altamente contagiosa, que causa significativas perdas econômicas. Apresenta baixa mortalidade entre os adultos e pode acometer bovinos, búfalos, ovinos, caprinos, suínos e outros ruminantes selvagens. Sua transmissão ocorre por contato direto ou indireto e existem relatos de contaminação com carne ou produtos derivado em que o pH se manteve acima de 6,0.
Os animais doentes apresentam febre, anorexia, calafrios, redução da produção de leite, além estalar de lábios, ranger de dentes, baba e coceira. Podem apresentar também vesículas (aftas) nas membranas das mucosas bucais e nasais e/ou entre as unhas e faixa coronária ou mesmo nas glândulas mamárias.
A febre aftosa apresenta sintomas parecidos com outras doenças como estomatite vesicular, enfermidade vesicular do suíno, exantema vesicular do suíno, peste bovina, doenças das mucosas, rinotraqueíte infecciosa bovina, língua azul, mamilite bovina, estomatite vesicular bovina ou diarréia viral bovina. Por isso é muito importante que se faça o diagnóstico diferencial para realmente se caracterizar a ocorrência da febre aftosa.
Para mais informações, clique em: http://www.agricultura.gov.br
• Classificação de risco da Febre Aftosa:

• Estratégia de vacinação contra Febre Aftosa:

O programa de vacinação contra a Febre Aftosa está muito bem estruturado em toda região com vacinação prevista. A prova disto é o registro de cobertura vacinal de 98,2% em 2010.
Veja o calendário vacinal contra Febre Aftosa: http://www.agricultura.gov.br
• BSE (Encefalopatia Espongiforme Bovina ou "Mal da Vaca Louca")
Até 2007 o Brasil não recebia classificação da Organização Internacional de Saúde Animal (OIE) quanto ao risco de BSE no país. Neste período os países interessados em comprar produtos de origem animal do Brasil analisavam o risco da doença e decidiam ou não por adquirir os produtos.
A primeira classificação do Brasil como um país de risco controlado ocorreu durante a 75ª Sessão Geral da OIE, em maio de 2007. A principal justificativa foi que o Brasil apresentou falhas em seus controles de importação e vigilância dos animais importados e de mitigação de risco.
Apesar de o Brasil nunca ter apresentado um caso de BSE, segundo a Organização Mundial para Saúde Animal - OIE, o país se encontra no grupo de "Risco Controlado".